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Foz do Douro, Porto, Portugal
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outubro 06, 2009

Para as Mães deste blog!

"Uma criança que aprende a ser recompensada no imediato não desenvolve tolerância à frustração, não aprende que precisa de insistir e treinar para aprender, para conseguir. E são meninos inseguros, que não acreditam neles próprios, que largam a chucha aos 4 anos, que dormem na cama dos pais até aos 6 anos, e que progressivamente aprendem o caminho mais fácil: não o do esforço, da dedicação, da persistência, mas o da exigência, da dependência. Os mais fortes aprendem que para triunfar necessitam apenas de pedir. Os pais, frustrados pela falta de tempo para os seus filhos - fruto da sociedade "workaholic" em que vivemos -, não têm coragem de dizer que não, de explicar que não, de ensinar que a vida não nos cai nas mãos, que temos que lutar para sermos melhores e conseguirmos ganhar direitos. E assim os miúdos não aprendem a partilhar, a viver em sociedade, e transformam-se em pequenos déspotas. A comida é uma das áreas mais sensíveis nestas exigências, os doces, batatas fritas, snacks, fast-food, e muitos destes miúdos são desta forma obesos. Nada os satisfaz o suficiente, procuram incessantemente o conforto que a falta de autoconfiança lhes tira. E os pais compram atrás uns dos outros bens a que eles ligam apenas no primeiro dia em que os recebem, porque no dia seguinte outras exigências surgem. O vazio emocional deixado pela insegurança da dependência não se preenche de forma alguma, e é sempre preciso mais. E depois aprendem a chantagem. Para fazerem algo certo, exigem tudo. E manipulam, cada vez mais, os pais.Infelizmente estas situações são cada vez mais frequentes. Precisamos, como pais, de saber explicar aos nossos filhos que a vida não é fácil, mas que eles são capazes de tudo se se esforçarem. Eles têm que querer ser crescidos, querer ser capazes, querer dar o passo seguinte. Têm que acreditar que são capazes, sabendo que vão falhar duas, quatro, trinta vezes até conseguir. E ganhar, assim, a capacidade de persistir, de continuar a tentar, de acreditar que são capazes de lá chegar. Não há melhor recompensa que o apreço, mostrar-lhes que temos orgulho no que eles conseguem fazer, que não nos importamos com os fracassos porque sabemos que são eles que conduzem à aprendizagem. Para finalmente termos o prazer de ver o sorriso triunfante de quem falhou pacientemente vinte vezes até ser capaz, e que nos olha nos olhos à procura do orgulho de que lá transborda, vendo nesse orgulho uma razão para ser melhor, para ser maior."





texto retirado do blog "desabafos de um médico"

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